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	<title>Arquivos beyonce - aquarius</title>
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		<title>Afrobeat: ritmo e revolução permanente</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 18:29:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A origem e a influência do jazz Em 2011, Beyoncé Knowles anunciou que seu disco “4” havia bebido nas águas nigerianas do afrobeat e que tinha em Fela Kuti uma de suas maiores influências musicais. Já Tony Allen, o baterista que criou as batidas do gênero, chegou a colaborar em projetos musicais com Damon Albarn, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A origem e a influência do jazz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2011, Beyoncé Knowles anunciou que seu disco “4” havia bebido nas águas nigerianas do afrobeat e que tinha em Fela Kuti uma de suas maiores influências musicais. Já Tony Allen, o baterista que criou as batidas do gênero, chegou a colaborar em projetos musicais com Damon Albarn, líder da banda britânica Blur. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-980" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/Design-sem-nome-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Design-sem-nome-300x300.png 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Design-sem-nome-150x150.png 150w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Design-sem-nome-440x440.png 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Design-sem-nome.png 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O afrobeat é um gênero que ganhou popularidade mundial durante a década de 1970, com a obra do multi-instrumentista e ativista político nigeriano Fela Kuti, e, desde então, influencia artistas de todas as partes do globo</span><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> É uma leitura de ritmos populares norte-americanos, como o jazz e a soul music, a partir de tradições musicais da África Ocidental, como por exemplo o highlife e a própria cultura yorubá. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado o jazz foi muito importante em sua criação e desenvolvimento, por outro, o próprio afrobeat acabou se tornando uma grande influência para muitos jazzistas. Roy Ayers, por exemplo, gravou canções inspiradas pelo gênero e chegou a entrar em turnê na Nigéria com o próprio Fela. Embora os dois tivessem trajetórias bem diferentes, Ayers buscava um certo sentido de espiritualidade e uma consciência e solidariedade racial que conversavam com a obra de Fela e de toda a cena que crescia naquele momento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Olhar para o hip-hop</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra forma de observar a influência do afrobeat é olhar para o hip-hop. Assim, sem pensar muito, temos o </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">de Missy Elliot e Timbaland, em “Whatcha Gon’ Do”, de 2001, na qual “Colonial Mentality”, de Fela &amp; Africa 70, está presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dá para citar também “I Will Not Apologize&#8221;, do The Roots, de 2008, que contém samples de Fela em “Mr Grammarticalogylisationalism is the boss”. Rihanna, por sua vez, lançou em 2007 “Don’t Stop The Music” — com as linhas imortais “Mama-say, mama-sa, ma-ma-ko-ssa”, surgidas originalmente em “Soul Makossa”, da vertente camaronesa de afrobeat representada por Manu Dibango.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Warrior Song”, uma parceria de Nas e Alicia Keys de 2002, usou ritmos de “Na Poi”, uma composição de 1972 de Fela Kuti. E “Let Nas Down”, de J. Cole, lançada em 2013, contém samples de “Gentleman”, uma composição de Fela &amp; Africa 70, de 1973.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Música nigeriana, tempero brasileiro</b></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-981" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/ImagemDentro_620x600-4-300x290.png" alt="" width="300" height="290" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ImagemDentro_620x600-4-300x290.png 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ImagemDentro_620x600-4-440x426.png 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ImagemDentro_620x600-4.png 620w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui no Brasil existe uma cena de afrobeat consolidada e com sotaque próprio. Há o pessoal da IFÁ, composta por músicos/pesquisadores de Salvador, Bahia, que mistura o ritmo com ijexá e funk. O grupo já dividiu palco com Femi Kuti, um dos filhos de Fela, e contou com a colaboração e parceria de gente do calibre do maestro Letieres Leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Funmilayo Afrobeat Orquestra, por exemplo, é a única banda de afrobeat composta exclusivamente por pessoas não-binárias e mulheres negras. Seu nome é uma referência e homenagem à Funmilayo Kuti, mãe de Fela: professora e ativista dos direitos das mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não dá para esquecer, claro, da turma da Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra, que soma o afrobeat a ritmos tradicionais da cultura paraense, como o carimbó e a guitarrada. Ainda nessa pegada avessa a purismos estéticos, há o pessoal da Afroelectro, que coloca o ritmo nigeriano para conversar com o Tambor de Crioula de Taboca, do Maranhão; versos de Cavalo-Marinho, originários de Nazaré da Mata (Pernambuco); passando por cantos de capoeira, até chegar ao candomblé.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Afrobeat e afrobeats: por que um “s” faz diferença?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente há uma confusão frequente entre duas coisas bem distintas: o “afrobeat” e o gênero muito mais jovem conhecido como “afrobeats”. O primeiro, sem o “s” no final, nasceu na Nigéria na década de 1970 e foi criado por Fela Kuti e Tony Allen. Como já dissemos, é uma mistura de música africana com alguns gêneros norte-americanos: soul e jazz, sobretudo. Em geral, as bandas são grandes, têm cara de orquestra e a ênfase recai sobre o caráter polirrítmico do som, os sopros, a percussão e, com alguma frequência, o conteúdo explicitamente político das letras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já quando falamos em “afrobeats” estamos nos referindo a uma cena musical pop que surgiu praticamente na mesma região, principalmente em Nigéria e Gana, no fim da década de 1990, e que se expandiu para o Reino Unido na primeira década do século 21. É um movimento também conhecido como afro-fusion e afropop.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do afrobeats é mais abrangente do que a do afrobeat. Tende a ser uma mistura de Juju (som nigeriano derivado da percussão iorubá), hiplife (a moda ganense de juntar hip hop ao highlife), ndombolo (música de pista congolesa), dancehall, hip hop, R&amp;B e música eletrônica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É engraçado que, na ânsia de distinguir o afrobeat do afrobeats, muitas vezes os críticos musicais incorrem em um juízo de valor arbitrário e elitista: a ideia de que o primeiro seria um gênero artisticamente sério e respeitável, porque é explicitamente politizado, e o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">apenas pop </span></i><span style="font-weight: 400;">— porque se ocupa de </span><i><span style="font-weight: 400;">lovesongs </span></i><span style="font-weight: 400;">e de músicas dançantes. O que esses críticos perdem de vista é a ideia de que há uma dimensão inegavelmente política e profunda em uma arte preta que declara que homens e mulheres negros dançam e se amam. Acontece que se hoje o afrobeats cresce a passos largos no pop internacional, essa geração de músicos deve pelo menos um “muito obrigado” à geração de Fela Kuti e Tony Allen, que inaugurou com o afrobeat, há mais de 50 anos, um processo de africanização irrefreável da música pop ao redor do globo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Gabriel Trigueiro</p>
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