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	<title>Arquivos comunidade amada - aquarius</title>
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		<title>A música como emancipação política e jornada de crescimento espiritual</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 17:40:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um homem chamado Whalum “Humanité: a comunidade amada”, dirigido e produzido por Jim Hanon, é um documentário sobre uma iniciativa do prestigiado músico de jazz norte-americano Kirk Whalum, lançada em conjunto com seu álbum “Humanité”, mas que não se limita a um mero apêndice promocional do disco. Ao contrário, é um filme que pode ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Um homem chamado Whalum</b></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-705" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/4-1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1-300x300.jpg 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1-1024x1024.jpg 1024w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1-150x150.jpg 150w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1-768x768.jpg 768w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1-440x440.jpg 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Humanité: a comunidade amada”, dirigido e produzido por Jim Hanon, é um documentário sobre uma iniciativa do prestigiado músico de jazz norte-americano Kirk Whalum, lançada em conjunto com seu álbum “Humanité”, mas que não se limita a um mero apêndice promocional do disco. Ao contrário, é um filme que pode ser apreciado nos seus próprios termos — tem coerência interna, ao mesmo tempo em que nos mostra o processo criativo de Whalum e expande o seu universo estético e artístico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, algumas palavras sobre o músico. Whalum é saxofonista e um dos compositores dos EUA de maior sucesso. Já saiu em uma turnê de mais de sete anos com Whitney Houston e, a propósito, é o responsável pelo solo de sax em “I Will Always Love You”, aquele cover famoso da música de Dolly Parton feito por Houston, até hoje o single de maior sucesso cantado por uma mulher.    </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-709" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/5-1-243x300.jpg" alt="" width="243" height="300" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/5-1-243x300.jpg 243w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/5-1-440x542.jpg 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/5-1.jpg 717w" sizes="(max-width: 243px) 100vw, 243px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Whalum também colabora regularmente com Luther Vandross na gravação de standards do R&amp;B e de canções pop antigas. Além disso, não é demais lembrar que o sujeito é dono de pelo menos 12 nomeações ao Grammy.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Do Sul dos EUA para o mundo</b></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-706" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/dadad-300x197.png" alt="" width="300" height="197" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/dadad-300x197.png 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/dadad-440x289.png 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/dadad.png 584w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kirk Whalum faz parte de uma longa e rica tradição de músicos negros do Sul dos EUA. Nasceu em Memphis, Tennessee, e aprendeu a cantar no coral gospel da igreja de seu pai. O gosto pela música veio de sua avó, uma professora de piano. Havia ainda seus dois tios: Wendell Whalum e Hugh “Peanuts” Whalum, ambos músicos de jazz acostumados a excursionar pelo país de costa a costa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kirk Whalum se formou como músico e compositor a partir daquilo que uma vez definiu como os quatro elementos principais de sua criação: “O R&amp;B de Memphis, o gospel, o rock e o jazz”. A interseção entre esses quatro elementos, Whalum declara sem pestanejar, sempre foi a melodia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Música e teologia</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-707" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Capturar-300x191.png" alt="" width="300" height="191" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Capturar-300x191.png 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Capturar-440x280.png 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Capturar.png 602w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Whalum teve duas formações: uma musical e outra teológica. Ou talvez seja ainda mais adequado dizer que, na verdade, ele teve apenas uma formação, de base musical-teológica. Sua visão de mundo, e mesmo sua sensibilidade artística, é muito particular. Ele enxerga a música em termos teológicos, quase como uma missão espiritual e existencial, e a religião em termos musicais. A palavra “harmonia”, nesse sentido, tem uma conotação musical, é claro, mas também de transcendência e de algo mais elevado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://app.vivaemaquarius.com.br/filme/humanite-a-comunidade-amada">“Humanité: a comunidade amada”</a> é uma amostra interessante, complexa e bonita a respeito da mistura desses dois universos, musical e religioso, que coexistem na visão de mundo política e estética de Kirk Whalum. “Comunidade amada” não é um título aleatório, é uma referência a um conceito central ao pensamento político e à filosofia de Martin Luther King.</span></p>
<p><b>Afinal, o que é a “comunidade amada”?</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-710" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/1-1-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/1-1-300x169.jpg 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/1-1-440x248.jpg 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/1-1.jpg 624w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dr. King, pastor batista e uma das figuras mais importantes na luta pelos direitos civis da população afro-americana, se referiu à “comunidade amada” pelo menos em dois momentos importantes de sua trajetória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, quando argumentou, em um de seus primeiros artigos publicados, que as políticas de boicote à segregação racial nos ônibus em Montgomey tinham como objetivo “a reconciliação, a redenção e a criação de uma comunidade amada&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em segundo, quando, ao criar a Southern Christian Leadership Conference, escreveu que a sua missão era a de “promover e criar uma comunidade amada na América&#8221;, na qual a fraternidade fosse uma realidade.</span></p>
<p><b>A busca pelo sagrado na música negra</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-711" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/2-1-300x237.jpg" alt="" width="300" height="237" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/2-1-300x237.jpg 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/2-1-768x606.jpg 768w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/2-1-440x347.jpg 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/2-1.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em “Humanité: a comunidade amada” a câmera passeia ao redor do mundo ao demonstrar, sempre de forma criativa e sensível, que a experiência de Whalum ao lidar com todo o aparato institucional de opressão que lhe é familiar no Sul dos Estados Unidos, criado e sustentado pelo racismo, é comum à experiência de muitos indivíduos, no nível pessoal, assim como de muitas sociedades, em uma perspectiva coletiva e mais ampla.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução proposta por Whalum é a emancipação através da música e da arte. Apenas a capacidade criativa artística, individual e coletiva, é capaz de gerar um senso de conexão e de comunhão entre os povos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria origem da música popular negra é o resultado de uma busca espiritual genuína pelo sagrado e pela transcendência. Para ele, essa dimensão espiritual, esse caráter sacro, jamais pode ser apartado artificialmente da música negra.   </span></p>
<p><b>Contemplação, amor e crescimento espiritual</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-712" src="https://vivaemaquarius.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ImagemDentro_620x600-300x290.png" alt="" width="300" height="290" srcset="https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/ImagemDentro_620x600-300x290.png 300w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/ImagemDentro_620x600-440x426.png 440w, https://blog.vivaemaquarius.com.br/wp-content/uploads/2023/09/ImagemDentro_620x600.png 620w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Humanité: a comunidade amada” é um filme contemplativo, quase religioso, que enxerga a resposta para problemas externos (históricos, sociais e econômicos) a partir de uma mudança de comportamento pautada por uma mudança filosófica e existencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta é uma inflexão mais coletiva e a busca de um sentido espiritual comunitário. Nesse aspecto a música é um instrumento capaz de mediar as relações entre homens e mulheres e talvez o principal antídoto diante das angústias existenciais modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal argumento ao longo de “Humanité: a comunidade amada” é o de que, como Dr. King pregou durante toda a sua luta em prol dos direitos civis, não há fronteiras ou barreiras grandes demais capazes de separar a humanidade quando ela caminha com amor, desejo de cooperação e crescimento espiritual. Ou, como cantavam Marvin Gaye e Diana Ross, “Ain&#8217;t No Mountain High Enough”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do filme de Jim Hanon, e das palavras de Kirk Whalum, nos lembramos do poder de cura e transformação da música e de como ela tem a capacidade de, a um só tempo, ser uma ferramenta de emancipação política, coesão social e crescimento espiritual. Não é pouco. </span></p>
<p><a href="https://vivaemaquarius.com.br/">Assista agora na aquarius.</a></p>
<p>Por <a href="https://www.instagram.com/gabri_eltrigueiro/"><strong class="gmail_sendername" dir="auto">Gabriel Trigueiro</strong></a></p>
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